[RPG]A Sala de Espera

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[RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Ai-chan em Dom Dez 14, 2014 11:51 pm

Uma feixe branco de luz cegou por cinco, exatamente cinco, segundos os olhos dos recém-chegados. O cômodo possuía uma fragrância de lavanda e limão, que se misturavam de um jeito agradável. A sala tinha paredes rosa bem claro com desenhos de nuvens perto do chão - isso se fossem mesmo desenhos, já que pareciam bem reais. Móveis como cadeiras, bancos e uma mesa no canto esquerdo perto da janela ajudavam a preencher o enorme espaço em que eles se encontravam. Citando eles, obviamente, referindo-se aos defuntos.

Encostado na parede mais distante, havia uma poltrona vermelha de veludo, feita em madeira, e nela estava sentada uma moça. Olhos fechados, os cílios longos e a pele branca, quase no mesmo tom que seu vestido. Em volta de sua cabeça, duas auréolas flutuavam e giravam aleatoriamente. Os lábios dela se curvaram gentilmente enquanto revelava os olhos amarelados, uma mistura de âmbar com branco.


- Vocês devem estar ainda atordoados. A viagem até aqui é cansativa. - aumentou o sorriso assim que inclinou a cabeça de leve para o lado, analisando cada presente. - Não sei como explicar isso de uma forma complicada, mas... - ela entrelaçou os dedos em frente a si e fez uma careta pensativa, inconscientemente fazendo um biquinho junto. - ...Vocês morreram! Sejam bem-vindos à minha sala! - bateu palmas e levantou-se. - Meu nome é Casus. Eu os trouxe aqui para lhes oferecer um acordo, talvez vocês gostem.

A moça andou até o grupo que ainda estava na porta e estendeu a mão esquerda.

- O que acham de reviver?


Última edição por Ai-chan em Seg Dez 15, 2014 11:52 pm, editado 1 vez(es)


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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Iuajen em Seg Dez 15, 2014 12:58 am



Tudo aquilo era muito estranho, uma hora estava no avião e agora estava ali, em uma sala rosa claro com cheirinho de limão e lavanda. Tinha algumas outras pessoas ali, e tinha uma garota que combinava até demais com tudo ali, possuía um cabelo da cor do vestido, que era quase a cor da parede, que era a cor dos olhos. Percebeu que estava só com sua roupa, mas a bagagem de mão que levava no avião não estava com ela.
- Droga! Meu caderninho de Ships tava na mochila, e eu não terminei de escrever a fic entre Touma x Accelerator. E lá se vai a mania de pensar alto quando está em situações estranhas. Era uma coisa horrível, ter essa mania. Mas, fazer o que... Eu tinha que terminar meus ships, se não as leitoras do blog vão ficar bravas comigo.
Dando uma olhada pelos rostos das pessoas ali presentes, achou todos estranhos, principalmente um mal encarado que parecia um general nazista e o cara com piercing, porque alguém iria se auto flagelar?Eu nunca vou entendê-los... Fora a versão ainda menor do Near e aquele cabelo branco era natural?  Os outros não chamaram muita a atenção no começo, mas se estavam ali juntos, provavelmente iriam se conhecer depois. - Será que algum deles é gay? ... De novo... Esse povo já deve achar que eu sou estranha... Mas era outra mania minha que eu tinha que acabar, fazer histórias pervas de pessoas desconhecidas, eu era um Taketo*¹ da vida...
Demorou um pouco para eu reparar mas... que língua é essa que eu to falando? E como eu sei ela? Tá... isso aqui tá ficando mais estranho. Tudo o que eu queria era poder ler um bom Yaoi de No.6 ou de Free! Mas... fazer o que... Vou ter que me contentar imaginando esses dois loiros ai...
Então a Kawaii desu ne, começou a falar... Disse para todos que haviam morrido, de uma forma tão sútil que o Hikigaya ficaria com inveja e um gordo dançando a abertura de Haruhi chamaria menos atenção. E depois ofereceu o acordo sobre a gente renascer.
Pude perceber alguns gestos a la Lelouch de ser, um pouco excêntrica em suas ações, e na mesma hora lembrou da sua Fic LeluxSaku e dos inúmeros doujins que leu, e deu uma risada.
- Por mim tudo bem... fico feliz que Naruto acabou antes de eu morrer, mas Supernatural ainda tá na décima temporada e o Cass e o Dean ainda não se pegaram, vai sair segunda temporada de Yahari, não virei diamante no lol pra jogar na cara dos que falam que mulher só serve pra suporte, vai sair um novo jogo de Silent Hills e o mais importante, minhas fics! Eu tenho que terminar de escrevê-las, então sim senhorita Kawaii, eu gostaria de renascer, pode criar a minha soul gem e me fazer lutar contra as bruxas, ou me ingressar na Frente de batalha pós vida e lutar contra a Tenshi. Eu aceito qualquer coisa.
Eu tinha pendencias na Terra. Então eu tinha responsabilidades com as quais arcar. E acabei retribuindo o sorriso que ela deu, pensando que se fosse homem ela seria no mínimo pegável... 

*1:
Taketo é o personagem principal do anime chamado R-15, onde ele é um escritor gênio do gênero erótico.
Tem outras inúmeras referencias, mas eu acho que essa é a única mais desconhecida...




Mwhahahahaha :




Pudiim <3, /o/
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  aika_kane em Seg Dez 15, 2014 5:08 pm

Danbi estava com roupas de casa — uma blusa branca com mangas bufantes, um short jeans com partes rasgadas, além de pantufas de Olaf — e olhava de um lado ao outro para as pessoas desconhecidas. Só lembrava de um grande crise de tosse depois da balinha ficar presa em sua garganta.

O local cor de rosa lhe deixava um pouco tonta, e estava nervosa. Não queria fazer nada estúpido dessa vez, principalmente na frente de pessoas estranhas. Até que viu aquela mulher pálida, lhe trazendo a memória Panty & Stocking… É. Devia estudar mais ao invés de assistir animes, jogar, ler mangás, pensar o motivo do céu ser azul…

Não importava. O que ela disse foi que a deixou em choque. Quem ia cuidar dos seus irmãozinhos? Ela não iria casar? Era muito nova para morrer, especialmente daquele jeito estúpido que — de certa forma — combinava com a pessoa que ela era.

Olhou para a menina ao lado falando tão naturalmente da morte… e sobre voltar. Mal acreditava que ali também tinha gente que assistia animes, jogava lol, pessoas “normais”. Ela demorou um pouco para conseguir falar, processando tudo aquilo.- E-Eu acho uma boa ideia, mas… As pessoas que conhecemos não achariam estranho? Voltarmos tão naturalmente? - ela se levantou, mostrando sua baixa estatura e rezando para que ninguém a usasse como apoio.


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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Istyar em Seg Dez 15, 2014 6:40 pm

Merda. Sim, merda. Isaac sabia que ia ser uma situação de merda assim que acordou - toda aquela luz branca e aquela palhaçada do paraíso ser uma sala linda de um prédio com cara de casa de rico só podia ser uma piada. Uma hora, estava sufocando com sua própria gravata pra tentar fugir de ter que viver, e mal teve cinco minutos de paz e ali estava ele - tão sortudo que nem se matar tinha conseguido direito! Cercado de gente - a coisa que mais detestava - enquanto observava uma moça tão branca que parecia leite coalhado contar a novidade do ano: ele tinha morrido. Bom, yaay. O que caralhos ele estava fazendo ali então?

Ah, claro. Reviver. Puta merda. Mal podia esperar pra reviver. Sofrer bullying de novo, ficar horas preso na sala de aula, levar cuecão de todo mundo... ah, que alegria! O presente da vida era tão belo! Não podia esperar pra voltar a ser de carne e osso e viver aquela merda toda de novo. Seu coração ansiava por isso! Talvez quando voltasse nascesse com cara de galã e fosse se dedicar a fazer filmes melosos pra garotas de 14 anos em holywood, e cagar dinheiro. É, parecia um bom plano.

Tava prestes a perguntar pra srta. mármore se tinha que reviver sendo ele mesmo e voltar pra merda de vida que tinha ou se podia nascer mais bonito e rico, quando uma bobagem sem limites o deixou de queixo caído. Uma guria que desde que chegara ali não parava de falar das malditas obsessões dela tinha simplesmente acabado de pular no negócio todo! Simples assim! Nada de ' opa, deixa eu ler esse contrato aí, ver as linhas miúdas '. Ela simplesmente ficou soltando umas mil referências de nerd virjão do tipo ' beleza vamo lá '.

Isaac não pode fazer nada além de olhar pra ela por um grande momento, de boca aberta. Extremamente estupefato com a bobagem que ela tinha acado de fazer. Se sentiu emocionado em seu amago e concluiu que uma cabeça de vento daquelas.... simplesmente tinha que ser preservada. Sentiu vontade de bater palmas e chorar ao mesmo tempo e decidiu que é, era melhor reviverem ela. Ela merecia.

Uma outra guria só queria considerar mesmo o sentimento dos outros e Isaac a ignorou legal. Pra ele, só restava uma dúvida. A tipicamente brasileira, a fatal, a maior dúvida de todas:

_Tá, mas e aí, é de graça? Porque eu não sei se tenho grana, sabe, eu acabei de morrer e tudo o mais...
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Botan-chan em Seg Dez 15, 2014 7:25 pm


Syver estava tremendo. Morar em uma cidadezinha fria feito o cacete (oi?), ter gelo nas roupas e ainda estar molhado por conta daquele maldito rio não ajudavam em nada. Aliás, parando pra pensar, a última coisa que ele se lembrava era de ter caído dentro d'água, então... Tipo... Como é que ele tinha ido parar naquela sala? Tudo bem que o ambiente era bonitinho - mesmo que aquelas paredes cor-de-rosa fossem MUITO GAYS - e os móveis davam um ar confortável ao lugar, mas... Ainda assim.

E, pra piorar, não estava sozinho. Várias pessoas diferentes pareciam perdidas na mesma situação, mas digamos que somente algumas pessoas lhe chamaram atenção de imediato: Uma garotas de cabelos castanhos [Lunevoir], um homem parecendo um mafioso [David] e, por último, era... Seus olhos brilharam ao ver uma outra menina morena se levantar [Danbi].

- MEU DEUS UMA GAROTA MENOR QUE A MINHA IRMÃ QUE COISA MAIS FOFA E - Tá que em sua cidade existiam garotas baixas, mas pra quem tinha uma irmã de 10 anos com mais de 1.70m qualquer garota baixinha era um amor. Principalmente quando podia se apoiar nelas. Mas, então... Parando o surto e voltando ao que interessa, ele parou de ser retardado e FINALMENTE voltou a olhar para a moça com as auréolas. Ou melhor, olhou da primeira vez porque era um idiota e não estava prestando atenção ao que realmente interessava. Enfim.

- Então quer dizer que vamos poder reviver... Mas, espera. Isso tá parecendo fácil demais. Só falta a gente voltar parecendo os monstros de Silent Hill... Aí que não entro em casa pra terminar minha rankeada de LoL NUNCA. - Se deu um facepalm - E nunca vão encontrar uma Miss Fortune melhor que eu naquele grupo! - Terminou cruzando os braços e empinou o nariz, como se estivesse pensando alto.



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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  The White Bunny em Seg Dez 15, 2014 7:27 pm

Aquela luz quase cegou David que logo se recompôs, arrumou sua roupa como de costume.
- Como eu parei aqui? Não deveria estar no Inferno?
Ele notou todos a sua volta, inclusive a moça que se apresentou e propôs um acordo
- Qual seria este acordo?
Após um leve julgamento pensativo sobre as outras pessoas resolver olhar o cenário em que se encontrava, maravilhado logo adivinhou que estaria no céu, teria Deus o perdoado?
- Senhor... Não acredito...
David finalmente resolveu sentar-se em uma cadeira próxima para esperar a proposta e receber uma reação diante desta. Finalmente ereto ele espera.
Observava quem estava no cômodo e como de costume deu uma piscadela para as meninas presentes.  
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Ichigo em Seg Dez 15, 2014 8:38 pm



Levou as mãos a garganta, ainda podia sentir um leve desconforto. O loiro parou para refletir por alguns instantes uma hora estava de bruços na cadeira do salão de tatuagem batendo altos papos com a colega e que no momento era sua atual pequete, até que começou a sentir ar mas ignorou, "Não deve ser nada" pensou ele e agora estava ali naquela sala onde os cheiros lembravam o lavabo da casa, péssimo gosto para essas essências.

Aquela sala era estranha, além de existirem pessoas ainda mais estranhas, além a pessoa mais pálida que parede falando sobre renascer....- "Pera ai nessa porra toda, eu morri? Será que terminei a tatuagem pelo menos?" - Indagou-se, voltando a observar as pessoas ao redor, uma pessoa com cara de mafioso [David] que julgou melhor não mexer, segundo sua lógica de jogos mafiosos nunca são boa gente e sempre tem que ficar com um pé atrás com os mesmos, passou os olhos pela sala novamente e o que lhe chamou atenção foi a quantidade de garotas.
- Só preciso de uma explicação, essa bagaça de voltar a vida, funciona como? Se eu puder voltar pra terminar minha tatuagem, que nem sei como está... - Virou e apontou para uma das garotas que julgou ter o maior peito [Lunevoir] - Você, analise minhas costas e me conte o que foi feito na minha tatuagem!
Off:
Spoiler:
Teoricamente a tatuagem era para ser isso, a tatuadora conseguiu fazer apenas o contorno da cabeça até que ele começasse a sentir os sinais mais severos do choque, que no caso seria o broncoespasmo (fechamentos do brônquios impedindo a captação do oxigênio) e depois a sincope e o óbito propriamente dito. http://thumbs.dreamstime.com/z/tatuagem-tribal-do-drag%C3%A3o-4470152.jpg
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Draken em Seg Dez 15, 2014 9:35 pm

- !

O rapaz de cabelos roxos levantou-se num pulo e pousou meio de cócoras, as mãos abertas para manter o equilíbrio e a cabeça olhando todos os cantos possíveis daquele lugar. Checou para ver se ainda estava vestido ou ferrado: Sua camiseta amarela com um desenho da Miku, a bermuda xadrez laranja e o All Star preto com meias de cano baixo ainda estavam no lugar. Estava bem mais afastado que todas as outras pessoas ali. Pessoas? Até onde Gabriel se lembrava, estava dentro de um avião em queda livre que seguia para São Paulo! Aquele lugar era o céu, então...? De fato, parecia. O ambiente tingido de rosa claro com nuvens realistas lembravam o esplendor do alvorecer, o sol era simulado pela figura albina sentada numa poltrona vermelha. Acreditaria facilmente que estava morto, não fosse pela janela que denunciava o cômodo. A menos que o paraíso seja na verdade um hotel de luxo muito bem pintado com cheiro de roupa lavada e suco de limão.

Com a sensação de perigo iminente já distante de si, o moçoilo sentou-se ali mesmo, onde tinha despertado, e observou atentamente a criatura chamada Casus. Absorvia calmamente cada palavra proferida pela moça, e deliciou-se por eternos trinta segundos no som da palavra "reviver", sabendo que isso era, de fato, impossível. A menos que ela fosse Deus, não teria como ela cumprir tal feito. Talvez ele não tivesse morrido mesmo. Foi resgatado, curado e raptado; agora poderia estar se metendo numa fria, fazendo coisas para alguém que nem conhecia e depois acabaria "pagando o pato".

Gabriel nem acreditava em divindades e no surreal, então seu ceticismo lhe permitiu o melhor dos julgamentos. Sentia falta de seu PSP e teria reclamado instantaneamente, não fosse pelo discurso da garota branca. Ia continuar frio, não podia se dar o luxo de ser seduzido por uma armadilha futuramente simplesmente porque revelou um de seus gostos, como as outras pessoas naquela sala faziam no presente momento. Sentia saudades da Yoshino-chan, mas não iria dar o braço a torcer. Sabia que suas waifus lhe desprezariam se ele se rendesse agora. Ignorando toda a interação social entre os humanos presentes, colocou os cotovelos sobre os joelhos e cruzou as mãos, apertando os olhos e suspirando, para não muito depois iniciar um diálogo com o tom mais formal e inexpressível que podia.

- Casus, eu não tenho o mínimo interesse em reviver. Ter de aguentar pessoas e pessoas me perguntando como eu sobrevivi ao acidente seria um pé no saco. Isso, é claro, considerando que ainda estamos no mesmo momento das nossas mortes. - Gabriel fez uma pausa para engolir a pouca saliva que acumulou em sua boca. - Agora, se algum tempo já tiver passado desde as mesmas, explicar tudo isso seria ainda mais difícil. Ninguém simplesmente levanta de um caixão, isso é impossível. - Coçou levemente seus cabelos roxos e prosseguiu com o discurso. - E mesmo que você tenha o poder de devolver nossas vidas - o que eu duvido muito -, não estou interessado, muito obrigado.

O brasileiro calou-se por um breve momento. Sua mente começou a calcular possibilidades baseadas na oferta que a moça expôs, e então retomou sua fala.

- A menos que você possa me mandar para um outro mundo, é claro.



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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Yami em Seg Dez 15, 2014 11:41 pm


-Perfeito - A cientista sorriu para um líquido vermelho que espumava num tubo de ensaio. Suas pupilas dilatadas e o suor frio deixavam explícito que estava usando alguma droga para se manter acordada. Provavelmente cafeína, mas considerando seu histórico mais recente ela estava deixando de fazer o efeito desejado, o que levou Lissandra a procurar coisas mais fortes. Por "mais fortes" entende-se: Metanfetamina.

A garota foi para outro tubo onde um líquido negro com uma aparência nada amigável descansava, ao seu lado, um cadáver jogado de bruços com marcas de corrosão nas costas e panturrilhas mostrava que mais um viajante desavisado havia sido vítima da insanidade que habitava aquela mente.

Antes que pegasse o tubo sentiu a vista ficar embaçada e uma fraqueza tomar conta de si. Parando para pensar agora, estava há quantos dias sem dormir mesmo? Mais de cinco, com certeza. Segurou a bancada para não cair no chão, o efeito da droga estava acabando. Suas pálpebras pesaram, o cansaço dominou seu corpo e, junto com ele, uma fome avassaladora. Talvez fosse hora de fazer uma refeição decente ao invés de enganar o estômago com água, mas não pensaria nisso agora. Estava muito perto de terminar seu experimento e precisava de cautela.

A mão esquelética percorreu uma divisão embaixo de uma mesa e puxou uma seringa cheia de um líquido qualquer. Em letras não muito legíveis lia-se "Metanfetamina". Não demorou a puxar a manga do vestido e injetar o líquido em si mesma.

Fome. Sono. Cansaço. Tudo isso tinha desaparecido, estava pronta para o trabalho novamente.

Não soube calcular a quantidade de tempo que ficou ali fazendo de tudo um pouco: Anotando informações, fazendo cálculos, misturando materiais e, vez ou outra, testando alguma coisa no cadáver que tinha a disposição. Estava cansada daquilo, precisava de uma pessoa viva!

Sem que percebesse sua vista foi ficando cansada. Apoiou o queixo nas mãos e ficou observando a sua bancada. Teria que arranjar tempo amanhã para fazer uma limpeza. Involuntariamente seus olhos foram fechando. Não pôde lutar contra aquilo e, quando percebeu, o braço que apoiava a sua cabeça enfraqueceu e Lissandra caiu sobre a mesa em sono profundo. Seu corpo finalmente havia vencido a batalha e tendo seu tão merecido descanso, mas isso teve um preço.

Quando o braço de Lissandra caiu na bancada derrubou um frasco, que derrubou outro, que derrubou outro. Os três líquidos reagiram e depois disso Lissandra só viu a explosão. E a escuridão.


Assim que sentiu aquela luz irritante na pele pôs as mãos sobre os olhos. Estava há dias trancada em seu laboratório com um experimento que pedia o mínimo de iluminação possível e ser jogada numa mudança tão brusca era, no mínimo, irritante. Aos poucos foi tirando as mãos dos olhos e os arregalou levemente.

Aquele definitivamente não era o seu laboratório.


"Ok... Que porra é essa?"

Respirou fundo e prestou atenção numa estranha mulher que combinava perfeitamente com o lugar. Não pôde deixar de olhar para si mesma e perceber o contraste entre ela, com suas cores escuras, e o ser naquela sala, com suas roupas claras. Apenas depois disso mexeu a cabeça e encarou as pessoas ao redor: Aparentemente todas eram inúteis, mas dependendo do motivo para o qual estivessem ali, eles poderiam servir para alguma coisa.

Ao fim da fala da mulher (Que descobriu se chamar Casus) Lissandra instintivamente levou as mãos a boca numa expressão de horror.

-Eu... morri? - Murmurou para si mesma - ...Metanfetamina - Foi a única coisa que conseguiu articular depois do choque inicial - Eu devia ter aumentado a dose! Ou melhor, deveria ter misturado com cafeína. Estava na cara que cedo ou tarde uma seringa só não ia ser suficiente! - Levou as mãos aos cabelos em frustração, continuando a murmurar - Como eu pude ser tão... burra?

A palavra deixou seus lábios como se fosse algo proibido. Para ela não importava o fato de ser humana e ter seus limites, não importava o estado lamentável da sua saúde, não importava que aquilo tudo era resultado de uma última tentativa desesperada do seu corpo se manter num estado minimamente são, pelo contrário, apenas a fazia se sentir pior. Não pela morte, mas por não ter conseguido terminar seus experimentos.

Falhara. E o pior, falhara por ser fraca.

"Acalme-se. Ela disse que há uma chance. Mas claro, não posso deixar esta alegria me cegar. Nada tão bom vem de graça, muito menos pra gente como eu".


Mas antes que manifestasse as suas dúvidas, alguém já havia feito isso.


Draken escreveu:
- Casus, eu não tenho o mínimo interesse em reviver. Ter de aguentar pessoas e pessoas me perguntando como eu sobrevivi ao acidente seria um pé no saco. Isso, é claro, considerando que ainda estamos no mesmo momento das nossas mortes. - Gabriel fez uma pausa para engolir a pouca saliva que acumulou em sua boca. - Agora, se algum tempo já tiver passado desde as mesmas, explicar tudo isso seria ainda mais difícil. Ninguém simplesmente levanta de um caixão, isso é impossível. - Coçou levemente seus cabelos roxos e prosseguiu com o discurso. - E mesmo que você tenha o poder de devolver nossas vidas - o que eu duvido muito -, não estou interessado, muito obrigado.


-O fulano está certo, embora no meu caso eu não tenha ninguém para dar satisfação da minha morte, mas como isso aconteceria, e o principal - Seus olhos se estreitaram - O que você quer em troca, Casus?


Última edição por Yami em Ter Dez 16, 2014 10:29 pm, editado 1 vez(es)
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Ai-chan em Seg Dez 15, 2014 11:51 pm

Casus observou a reação de cada um dos presentes, hora demonstrando compreensão, hora se surpreendendo com o que diziam. Era uma mistura de diversão e curiosidade que causou uma leve risada escapada por entre seus lábios curvados. Levou a mão ao rosto e pensou na ordem que responderia as perguntas.


- Soul gem? Quem é Tenshi? - encarou Lunevoir de forma inocente, já que não fazia ideia sobre o que a garota estava falando. -Fico surpresa como aceitou tão facilmente, Lune... Achei que iria ao menos me fazer alguma pergunta. Porém, sem problemas. Explicarei tudo à vocês!

A moça voltou a poltrona e sentou. Ao toque dela, o móvel mudou de forma, parecendo uma esfera de cristal azulado e este logo começou a flutuar, podendo assustar os outros presentes. Casus tomou fôlego, já que a história seria longa.

- Vocês estão aqui porque morreram e deixaram coisas não terminadas na Terra. Eu avaliei cada um para ter certeza que seriam aptos ao trabalho que quero que façam. - com um girar do dedo indicador, o teto, antes branco, se tingiu de preto e vultos eram vistos no meio de uma névoa densa. - Após a morte, vocês têm quatro destinos: o Paraíso, o Inferno, a Terra e o Nada. Para decidir onde vão, uma das formas de seleção são suas almas - ou, como gosto de dizer, seus corações. - Casus sorriu, fechando os olhos ao terminar de falar, e bateu palmas. As figuras no teto mudaram, sendo divididas em dois grupos: vultos brancos e vultos negros. - O coração de uma pessoa se enche com seus sentimentos, pensamentos, sonhos e desejos. Quando eles são 51% bons, as almas podem entrar no Paraíso... Caso contrário, vão para o Inferno ou somem para sempre. - assim que ela ia falando, as figuras seguiam sua explicação para ajudar na compreensão da situação. - Mas... Estamos com um grave problema agora, por isso preciso da ajuda de vocês! - abriu os olhos, suspirando, enquanto o teto voltava ao branco.

O silêncio tomou a sala nos segundos que Casus não se pronunciou. Ela direcionou o olhar para o chão, parecendo deprimida, e voltou a encarar os "escolhidos".

- O Inferno lotou! Não tem espaço para mais ninguém lá, então precisamos purificar os corações dos humanos ainda vivos, senão eles vão desaparecer!! - juntou as mãos em frente a si, parecendo muito preocupada. - Conversei com meus irmãos e decidimos que essa seria a melhor forma... Vocês tornam o mundo mais limpo, ajudam a diminuir a população no Inferno e a aumentar a do Paraíso... E eu darei a vocês suas vidas de volta. E um desejo! Qualquer coisa! - Casus pulou da esfera e se aproximou do grupo. - Eu posso mudar a memória de todos para que achem que vocês apenas se machucaram. Ou posso criar uma memória falsa que explique o sumiço de vocês enquanto estavam mortos. Ou posso deixar que saiam do caixão mesmo, igual zumbis! Bem... Cada um decide a melhor maneira. Eu só vou mexer os pauzinhos. - a garota balançou a cabeça, afastando os pensamentos que poderiam distrai-la. - Eu não quero dinheiro, Isaac. Eu só quero que nos ajudem... Eu não sou Deus, mas meus poderes são bem fortes! Pelo menos era o que minha irmã falava... - sussurrou a última parte para si mesma, desviando o olhar por alguns segundos.

As auréolas de Casus se agitaram e ela estremeceu, juntando as mãos novamente e as deixando perto de seu peito.

- Eu... Devolverei a vida de vocês e poderão desejar o que quiser, por mais absurdo que seja. O que acham...? - perguntou, respirando lentamente e os encarando firmemente.

Casus parecia uma pessoa calma, mas era possível notar o quanto aquilo mexia com ela. Seus lábios se comprimiram por ela morder o lábio inferior, esperando pelas respostas. Um pequeno riso se ouviu pela sala, porém fora tão baixo que ninguém sequer prestou atenção.


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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Amëthysne em Ter Dez 16, 2014 11:33 am







- Ai! minha cabeça. - a garota levantou em um pulo com as mãos na testa e sentiu um pano cobrir os olhos, ela piscou por alguns segundos, olhou para si mesma para perceber que ainda estava de pijama de bichinho e olhou para a sala cheia de pessoas estranhas com cheirinho de banheiro. - Bem que a Miyukin disse para não ficar vendo tv até tarde, esse é outro daqueles sonhos doidos. - ela levou a mão a boca para falar a última frase, mas pensando alto de que dialogando com alguém mesmo.

Logo uma mulher ou era um homem? incrivelmente branca/o a ponto de se confundir com o lugar, começou a falar sobre todos eles estarem mortos e estarem ali para ter uma chance de reviver. Monique concordou mentalmente que era só mais um sonho doido, já que nada daquilo fazia sentido, incluindo o que os outros diziam, como a garota morena [Lunevoir] que parecia estar falando em algum código que a loira mal entendia e a maioria parecia concordar com aquela ideia doida de morte e ressurreição.

A garota, a princípio, ignorou tudo aquilo que disseram e analisou todos os presentes - porque se aquilo era um sonho dela, deveria ser mais esteticamente da forma que ela pensava - e concluiu que só a tal Casus seria algo que teria vindo da mente dela, já que todos os outros eram pessoas normais e sem nada de muito excepcional, exceto o moreno [David] que parecia ser bem mais velho e um pouco assustador, ainda mais depois dela ver que ele piscou para ela. Nesse momento, Monique murmurou um "kowai" e se afastou o máximo possível.

Sem que a francesa se pronunciasse, a Casus continuou e falou tanta coisa que a garota mal pode acompanhar, porém conseguiu entender que ela mantinha convicção na história da morte de que eles tinham de ajudar a purificar a alma das pessoas para que não sumissem porque o inferno estava cheio ou coisa parecida. Aquilo não fazia nenhum sentido para ela, já que tirar fotos de pessoas ou observa-las dormindo não era nada de errado e ela também não conseguia pensar em outra coisa ruim que tenha feito.

- Mas Monique não fez nada de errado para ir para o inferno. - ela disse isso baixinho, enquanto pensava em tudo que já tinha feito durante a vida. - Monique nem morreu, isso é só um sonho! Mas se bem que eu lembro da Miyukin me puxar correndo de noite falando alguma coisa sobre gás e depois eu voltei porque tinha esquecido da minha câmera e algo caiu na minha cabeça. - a garota arregalou os olhos ao perceber que tudo aquilo fazia sentido e ela podia mesmo ter morrido por uma bobagem, mas não aceitaria aquilo de jeito nenhum. - Não! Agora que a Monique conseguiu ir estudar no Japão. - ela cobriu todo o rosto com o capuz. - E amanhã tem aula, não posso faltar! E zumbis são feios, não quero ser um zumbi! - ela respirou fundo e tirou o rosto do capuz, ela não tinha outras opções. - Fazer isso vai ser muito difícil?




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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Anny Sakamoru em Ter Dez 16, 2014 12:27 pm





The Stranger

Cheguei cega e no meio de um suspiro de susto, eu tinha certeza que, como minha amiga, eu iria morrer, mas agora, sentia-me como se tivesse acabado de ser erguida de um mergulho longo, falta de ar e taquicardia eram os sintomas mais incômodos dessa doença. Tentei manter-me com a respiração padronizada após o suspiro de medo, assim, provavelmente, conseguiria manter também meu coração mais calmo. Dei-me um tempo, precisava dele, por sorte ninguém me incomodou nesse período, então nele, tentei evitar reparar em coisas demais e focar em recuperar o rosado da pele e a impressão de estar viva.

Após alguns segundos de repouso, pude ver e ouvir claramente, logo, me sentir uma pessoa, parcialmente, viva novamente, por mais que a sala e as circunstancias não me proporcionasse essa impressão. Uma mulher surgiu ao meio, com uma voz doce e um nome unissex, e assim se deu o luxo e o direito de colocar meu ceticismo em confronto comigo mesma, mas o que diabos era aquilo? Acabara de me falar que estou morta, que é o que mais faz sentido no momento, porém também, acabara de falar comigo enquanto morta, alma, espírito, psique, vida. Agora não é hora para questões existenciais, mas era impossível evita-las totalmente. Coloquei minha mão no rosto para certificar-me de que o disparo tinha sido feito, mas não tinha certeza se sentir a chaga no centro da minha testa provaria alguma coisa.

Encarei a reação de todos ao mesmo tempo, achando que, agora, ganhara uma espécie de poder psíquico que me faria conseguir ler a mente de todos, para o bem da minha sanidade, não, eu não tinha, o pouco que pude receber e processar fora algumas frases soltas que pareciam mostrar que eles, na mesma situação, estão lidando melhor com isso do que eu. Projetei um sorriso no rosto e encarei a moça no centro, ainda sem falar nada, aquilo sendo palpável ou imaginário, delírio ou realidade, consciente ou inconsciente, eu queria ressuscitar, era uma resposta óbvia, então apenas a deixei prosseguir. Em certo ponto a moça ofereceu algo irrepudiável: Voltar a vida e ainda ganhar um desejo qualquer.
 

Enchi meu pulmão de para para falar, pela primeira vez na vida toda, falei o que queria, com vontade, para um estranho:
- Eu voltaria para fazer isso por vocês. Meu desejo é - pensei direito no que falar, eu já tinha a base, mas era algo que eu devia pensar direito - Acho que ser liberta, com Fánna, das mãos dos sequestradores. Pode ser?
Ao falar isso pensei sobre como eles ficariam, um ódio súbito passou por mim, por um instante, eles realmente precisavam ir para o inferno, é triste saber que minha missão na terra seria purificar pessoas assim. Bufei e pensei se realmente deveria aceitar, mas no fim, não é como se eu tivesse opções, então assenti com a cabeça e parei de pensar no lado ruim da coisa: Proteger quem não deve. Forcei-me ao lado produtivo: Melhorar o mundo. Para minha vida e pensamento cético, isso era algo que iria me
corroer por dentro mais tarde, justiça divina é algo complicado de se lidar, mas agora, estou abraçando a oportunidade, o sonho, o delírio e deixando que ele me leve ao ponto crítico.
Forcei-me a sair do chão estranho, de nuvens realistas, que estava sentada, e me pus de pé, esperando terceiras informações, já que a primeira já fora dada e a segunda também, provavelmente a terceira seria o julgamento se meu desejo será bem visto ou não, pedir para ressuscitar duas pessoas é complicado, imagino.








ty, pudiim *-*:
Awards!! 2012  :

Obrigada gente *-* Por votar em mim, e por deixar o reino de paus ativo *3*
Awards!! 2013  :

Valeu *-*

- Meus Mascotinhos -

 Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda PandaPanda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda PandaPanda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda Panda
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Draken em Ter Dez 16, 2014 1:58 pm

Gabriel não teve de esperar muito após fazer suas proposições. Pensava se naquela sala só existiam loucos inconsequentes, e acabou por ficar feliz quando uma das pessoas concordou com suas afirmações. "Pelo menos alguém é normal", pensou. Analisando mais profundamente a figura albina que lhes dirigiu a palavra, o brasileiro a achava mais estranha a cada momento que passava. Tinha alguma coisa nela que indicava pro não-humano. Uma aura atrativa, mas ao mesmo tempo intimidadora. Era como se o próprio além estivesse parado ali no meio da sala. Mas sua racionalidade e ceticismo negavam veemente o que seus próprios olhos viam.

Por fora inexpressivo, mas por dentro, no mínimo, chocado. Se aquilo eram hologramas, eram muito bem feitos! Era impossível ser qualquer outra coisa, isso é indiscutível. Como pode alguém sentar-se em uma esfera azul que levita!? Soltou o ar preso em seus pulmões - por conta do susto - e começou a prestar atenção nas palavras de Casus.

Todo aquele papo de céu e inferno simplesmente não cabia no dicionário do moçoilo. Olhava incrédulo para todas aquelas figuras que iam e vinham, acompanhando a explicação da garota branca. Bem, pelo menos ele teria de dar palmas pra qualidade de projeção do data show que estava sendo utilizado, isso não negaria nunca. E aquele papo de inferno lotar? Que coisa mais clichê, pff. Gabriel suspirou e riu internamente.

Podia aquilo tudo ser um questionário para escolherem beta-testers prum novo jogo? Agora tinham tocado num ponto em que o rapaz gostava! Sentiu uma ponta de excitação dentro de si. Como seriam as heroínas? A empregadora havia lhe ganhado com a simples frase "Vocês poderão desejar o que quiserem, por mais absurdo que seja". E, é claro, aquilo acertou em cheio a cabeça do rapaz. Sentia falta dos seus jogos, e seu corpo já demonstrava sinais de abstinência. Se para sair daquele lugar precisava seguir as regras impostas, que assim seja. Ele decidiu seguir com essa brincadeira, pelo menos por enquanto.

- Uai, eu aceito então. - Falou com aquele sotaque característico de Belo Horizonte, o mineirês arrastado que só a gente sabe como é. - Prefiro ser apagado temporariamente da memória de todo mundo, dá menos problema.

Concordou internamente com sua escolha. De fato, seria melhor. Se fosse mexer com algo perigoso (segundo os parâmetros dessa empresa), seria melhor não ser questionado em hipótese alguma. Poderia mover-se mais livremente, até. Pigarreou alto, e sua expressão facial entregava facilmente que ele estava falando a verdade.

- E quanto ao desejo... - A expressão intensificou. - Eu quero viver no mundo 2D. ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Só de pensar em viver no mesmo mundo da Yoshino* seu rosto já queimava de vergonha e o coração palpitava fortemente. Ele não tava de brincadeira.


Spoiler:
*Yoshino é um espírito da série Date A Live.



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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  The White Bunny em Ter Dez 16, 2014 8:51 pm


Primeiramente David se sentiu rejeitado pelas garotas, tentou melhorar o rosto e deixá-lo mais inocente... Mas não resolveu o sex appel assustador ainda era forte.
Ficou extremamente surpreso pelas habilidades de Casus e por um momento ficou assustado.
- Então a senhorita é um anjo?
O rapaz ficou pensativo... pensou no quanto sofreu naquela solitária mansão, na sua amada que faleceu, pensou em usar o desejo para revivê-la, ouviu o pedido do brasileiro,  mas logo indagou:
- Eu ofereço a minha ajuda e desejo outra pessoa para amar.
David pensou em sua riqueza, cresceu com tudo sem faltar nada, mas com violência... Forçou o choro, mas não sentiu lagrimas escorrerem porque percebeu que não se passava de um fantasma ou espírito, só tinha certeza do pecado do suicídio.
Por alguns segundos estava em conflito interno, que logo cessou sem vitória.
- Como assim o inferno está lotado? Não é um plano infinito?
Levou uma das mãos a cabeça, levantou da cadeira e andou de um lado para o outro, com uma mistura de dúvida e raiva... Mas logo se recompôs, olhou por um instante os outros participantes do discurso e resolveu cumprimentá-los.
- Olá, prazer sou David, tudo bem? Eu tenho essa cara mas não sou malvado, só quando pedirem... - Se expressou com naturalidade e um sorriso amigável.
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Yami em Ter Dez 16, 2014 9:17 pm


Escutou com atenção a fala de Casus e ergueu uma sobrancelha em sinal de descrença, como assim o inferno estava lotado? Sabia que a mania desagradável dos humanos se reproduzirem exponencialmente acarretaria problemas futuros, mas ela não imaginava que atingiriam logo aquele plano.


"Então ainda há esperança para mim?" Não, não aceitaria aquilo tão fácil.

-Casus, você disse que os humanos poderiam vagar entre o paraíso, o inferno, a Terra e o Nada. Se esse é o caso, porque não deixar as almas que iriam para o inferno simplesmente vagando pelo Nada, ou melhor, qual o problema de deixar as almas desaparecerem? - Não sabia se era pelo fato de ter vivido tanto tempo sozinha ou simplesmente porque sua mente não funcionava direito mesmo (Talvez uma junção das duas coisas?), mas não entendia essa valorização toda pela alma humana. A maioria das pessoas não vale o que os gatos enterram! Por que com suas almas seria diferente?

Sua atenção foi tomada por um homem que se apresentava tentando ser amigável. Seu nome era... David, é, parece que era isso mesmo, não prestou muita atenção, não por mal, mas simplesmente porque era de sua natureza ignorar tudo o que não fosse interessante para ela.

Mas teve que reconhecer que seu foco foi conquistado quando a mulher disse que poderia conceder qualquer desejo que eles quisessem. Pelo visto não foi a única a acreditar nisso, uma vez que alguns já se adiantaram e saíram dizendo o que queriam (Desejos que, em sua opinião, eram cada um mais inútil que o outro, francamente, virar um 2D? Uma pessoa para amar? O que raios...?).

-A palavra "qualquer" possui um sentido muito amplo, principalmente nesse contexto, Casus. Por exemplo, suponhamos que meu desejo fosse que todas as pessoas aqui nessa sala virassem escravos sem vontade própria com a mente controlada por mim quando renascessem para que eu possa usá-los como minhas cobaias. Você o concederia?
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Iuajen em Ter Dez 16, 2014 11:36 pm


Danbi escreveu:E-Eu acho uma boa ideia, mas… As pessoas que conhecemos não achariam estranho? Voltarmos tão naturalmente?
- Nhaaa! A gente resolve isso depois, o importante é voltar, no meu caso que foi um acidente de avião, seria fácil dizer que fui uma das sobreviventes e o legista simplesmente errou na autópsia. Foi a resposta de imediato, mas depois ouviu a srta. Kawaii explicar que ela faria isso por ela mesma. - Opa! Ainda vem com bônificação... Mas o desejo é como D&D e faz a gente ficar mais velha? Percebeu então que o loiro havia falado com ela, o que achara estranho de princípio. Quando chegou mais perto do cara em questão percebeu que ele era uma reencarnação humana de Noiz.
Aloysius escreveu: - Você, analise minhas costas e me conte o que foi feito na minha tatuagem!
- Ei, ei, ei, senhorito Noiz. Calminha, quer uma pizza pra te acalmar? Bem... Foi até o garoto e viu as costas dele, teve uma ideia sacana, apesar de ter achado a tatuagem de dragão muito legal. - Olha... eu não sei se isso era realmente o que você queria ter feito, provavelmente não, mas o tatuador te sacaneou legal... Mas tem um pênis nas suas costas... Se realmente for o Noiz talvez você goste...
Segurou o riso, só esperando o garoto surtar para lhe dizer que a tatuagem de dragão tinha sido bem sucedida.
Alguns dos olhares caíram nela antes que cada um pudesse falar, percebeu o outro loiro dar uma pequena olhada pra ela e depois virar um lolicon e gritar para a koreana. Pior foi saber que ele jogava de Miss Fortune.
- Provavelmente eles estão melhor sem você. MF? Sério? Que adc Podre... Ranked, você joga ou de Cait, ou de Lucian, tristana, eu só não digo Draven porque eu tenho repugnância daquele champ. E se a gente voltar como monstro eu gostaria de ser a empregada macabra, ela até que é bonitinha...
Ao mesmo tempo algumas pessoas ficaram interessadas nos desejos por voltar a vida com a premissa de purificar o coração dos humanos.
- Oh Desu. Eu serei uma mahou shoujo. Tem certeza que não tem nada de soul gem nem nada? Mas ela ainda não havia pensado no desejo dela, não havia muita coisa que queria, talvez o conhecimento de todos os doujins e histórias do mundo, mas não queria algo assim.
 
Lissandra escreveu:Por exemplo, suponhamos que meu desejo fosse que todas as pessoas aqui nessa sala virassem escravos sem vontade própria com a mente controlada por mim quando renascessem para que eu possa usá-los como minhas cobaias.
- Santo Goku! Olhou para Lissandra um pouco assustada depois do que ela disse, e como ainda estava nas costas da reencarnação de Noiz, talvez tenha assustado o garoto com o grito. Estranhou, mas preferiu não mexer com ela, se ela realmente pedisse isso iria acabar com tudo, como não queria nada demais além de reviver e ter liberdade.
- Então, caso os desejos realmente não tenham limites, e o desejo de alguém interfira no meu livre arbítrio eu desejo que exista a limitação de que qualquer desejo, de qualquer um nessa sala ou fora dela não interfira na vida dos outros. Caso exista já, pelo menos esse limite, eu gostaria de ter um harém masculino bissexual para mim, claro que com homens atrativos.


Estranhou o desejo do garoto de viver no mundo 2D e estranhou ainda mais o pedido da garota de cabelo rosa e da outra que pediu para se livrarem dos sequestradores, pois pediram para reviverem. O que não havia sentido, já que se a tal de Kasus, a Desu Kawaii, disse que mexeria os pauzinhos, ela provavelmente já iria tirar ambas da situação de risco, se houvesse alguma e virar zumbis? Sério?
- Sinto lhe informar, mas para participar de High School of Dead e estar vivo, tem alguns requisitos que... Olhando para os peitos da garota.  - Mentira... Suspirou com um ar de descrença... -Até que você tem o requisito sim... ainda dá pra participar sim... Mas provavelmente a gente não vai voltar como zumbis. Fique tranquila, eu não acho que a gente vai salvar a pureza no coração das pessoas, se alimentando do corpo delas. Me perguntei se seria melhor ter usado uma referencia de Resident Evil ou de Walking Dead, mas já era...
E por último não menos importante, notou a pergunta do general nazista.

David escreveu:- Eu ofereço a minha ajuda e desejo outra pessoa para amar.
Meu desu! Depois falam sobre aparências enganarem. Ele não caça judeus, ele não tortura negros e ele não odeia gays! Ele só quer ser amado! Foi até David, apertou as bochechas do rapaz.
- E você não é a coisinha mais fofuxa desse mundo? Mas deu azar... a primeira impressão é a que conta, e todo mundo já parece ter medo de você... Sussurrou no ouvido dele: - Vou ver se consigo tirar essa fama sua... mas infelizmente, eu não tenho como te amar... Fez um cafuné no cabelo do rapaz. E sorriu. E depois virou pra Kasus.
- Você disse que os humanos quando morrem, ou vão pro céu, ou pro inferno, a Terra e o Nada. O inferno tá cheio, provavelmente graças aos Winchester... Aqui poderia ser o céu, ou algum lugar no meio do Nada, mas com certeza não é a Terra. Aonde a gente tá? 
Depois foi para seu lugar... Foi então e só ai, que percebeu que parte da roupa que vestia estava rasgada, havia alguns arranhões pelo seu corpo, mas nada tão perturbador assim, não sentia dor, não sabia se era por causa do lugar, ou se porque eram superficiais demais. Ficou um pouco assustada.
- Pelo menos isso aqui não é um anime ecchi para eu ficar dando fan-service por ai... Pensou alto novamente... Ahhhh... Mas realmente os cortes nas roupas não mostravam a ninguém pele nenhuma, se alguém estivesse fazendo fan-service ali era o loiro Noiz que estava sem camisa. Tentou se acalmar pensando em gatinhos... gatinhos sempre a acalmavam...


(Obs: Tentei 3, 4 vezes no pré-vizualizar, tentar deixar os nomes nas quotes em preto... nada que eu tentei realmente funcionou...)




Mwhahahahaha :




Pudiim <3, /o/
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Ai-chan em Qua Dez 17, 2014 11:39 pm

A moça pálida foi atacada com uma enchente de perguntas, que a deixou atordoada por um momento. Ela levantou as mãos, pedindo um tempo para poder responder cada um e sorriu, juntando as informações em sua cabeça. Montou tópicos em sua mente e tomou fôlego.


- David, se o Inferno e o Paraíso fossem infinitos, eu não teria chamado vocês. Eu ficaria feliz se esse fosse o caso, mas existem muitas coisas que vocês, humanos, nem fazem ideia... O quanto trabalhamos para deixar tudo certinho! E não sou um anjo... - riu baixo. - Lissandra... - ela se virou para a morena magra e sorriu calmamente. - "Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Essa é uma lei básica da química, que você usava em seus experimentos, certo? Então pense comigo... Almas são feitas de energia pura. Se você as deixar sumir, você as perde, consequentemente, causa um prejuízo ao equilíbrio do Universo. Ao longo prazo, isso acarretaria uma mudança tão drástica no total líquido de energia que tudo poderia entrar em colapso! Seria como tirar 20% de sódio na hora de criar sal de cozinha... Uma hora, você não poderia mais fazer a reação acontecer. Sei que dessa forma, você me entende. - disse devagar, vezes parando para achar os termos certos. - Quanto aos desejos, quando eu disse "qualquer coisa", eu disse "qualquer coisa". Se vocês querem interferir com a vida de outra pessoa, porém, isso vai depender da força do seu desejo. Se tiver uma alma forte e um sentimento forte de querer que aquilo aconteça, posso até mesmo refazer a criação do mundo. Se dois desejos se confrontarem, o mais forte vence. - Casus balançou a cabeça, indo até a janela e a abrindo. Um brisa entrou na sala. - Não estamos em lugar algum, Lune. Aqui é a minha sala, meu "plano". Geralmente, humanos não podem vir para cá, por isso eu não o inclui na lista. O Nada é o lugar onde as almas vão para desaparecer, é um buraco negro que as suga e não devolve nem um traço de existência delas. Na Terra, ficam apenas aqueles que deixaram coisas pendentes ou não querem partir.

Casus se apoiou no parapeito da janela, olhando para o imenso nada e amontoado de nuvens que podia ver. Bateu o sapato no chão algumas vezes, pensativa, até que olhou para seus convidados novamente.

- Mais alguma pergunta ou posso começar a explicar o que vocês vão fazer? Não vai ser tão difícil... Na verdade, complicado. Difícil... Depende da definição de cada um da palavra "dificuldade"!


  Panda  Panda  Panda  Panda  Panda  Panda 

Spoiler:




Muito obrigada!! Eu amo vocês. ;;
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  aika_kane em Qui Dez 18, 2014 7:54 pm


Certo... Tudo aquilo era muito para Danbi. Sua pobre cabeça não conseguia digerir todas aquelas informações, seja pela quantidade de gente quanto as informações "absurdas" dadas pela Casus. Principalmente o fato de ela não ser um anjo como tinha imaginado.

Olhou em volta, e percebeu que um rapaz MUITO alto [Syver], se sentindo um pouco ridícula perto dele -- para piorar ainda tinha chamado de fofa por sua falta de estatura --. Suas bochechas rapidamente ficaram vermelhas e se encolheu. - N-Não sou fofa e... Por acaso, quantos anos sua irmã tem? - ela olhou pra cima para tentar encara-lo nos olhos, sem sucesso.

Depois voltou a analisar os outros, com um garoto que pediu pra viver num mundo 2D [Gabriel], a lembrou dos viciados em jogos na Coréia... Um amigo do irmão dela tinha morrido depois de jogar 48 horas seguidas, com isso aprendeu que tudo tem limite (até videogame que é muito bom). Com certeza, iria ser difícil de conviver...

Um garoto cheio de piercings [Aloysius], um sujeito que tinha aparência de mafioso mas parecia ser de bom coração [David], duas moças que pareciam ser gentis [Warna e Monique], mas seus olhos pararam numa mulher toda de preto. Seus pelos ficaram em pé, tinha algo nela que dava arrepios, o que foi confirmado com seu desejo.

Falando em desejo, ela tinha que pensar no dela... Sua mente ficava vazia a cada vez que tentava pensar em algo... - E-Eu posso decidir depois, meu desejo? E... Sobre a memória eu quero que... seja alterada. Quero voltar pros meus irmãos - ela assentiu devagar - Ahn... Mas vamos fazer isso vestidos assim?


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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Botan-chan em Qui Dez 18, 2014 9:06 pm


O queixo de Syver quase foi parar no chão quando Casus voltou a falar depois de mais algumas pessoas as quais, mais uma vez, não prestou atenção já que estava olhando para Danbi ainda em seu surto lolicon aka Norm amo-meninas-pequenas. Espera... Não, calma. Tá, morrer tudo bem (COMO ASSIM TUDO BEM?!?), mas o que infernos ele poderia ter deixado inacabado? Por favor, ele era só um adolescente que jogava League of Legends e... Espera. Ele não tinha terminado de zerar o Silent Hill Downpour! Será que era isso? <~~ não tem a menor noção de "assuntos inacabados".

Depois disso, cruzou os braços e ergueu a sobrancelha conforme a explicação continuava. Tava tudo muito bonito (ou não)com a garota branquela falando sobre o paraíso e tudo o mais, mas... Uma coisa lhe chamou a atenção, e parece que a do cara com cara de mafioso também... Pelo que tinha lido em alguns lugares o inferno era um plano infinito, mas...


... FILHOS DA PUTA! ERA TUDO FAKE? ELE TINHA SIDO ENGANADO PELO HISTORY CHANNEL O TEMPO TODO?!?!?!?!

- Malditos fakes desgraçados! - Praguejou do nada, tipo... Oi? Porém, logo depois se recompôs e se virou pra Casus apontando o dedo como aqueles heróis japoneses normalmente ridículos - Certo, vamos ver no que isso vai dar! Eu ainda não sei o que pedir, mas se você for me reviver, to nessa! - Estava tão centrado no que disse que mal ouviu a apresentação de David... Não que ele fosse ser amigável, mas vai que respondia? q

Terminou e depois olhou para Danbi de novo.

- E respondendo sua pergunta, minha irmã tem 10 anos. É um pouco chata vendo aquelas coisas da Barbie, mas... Bem, é. Eu gosto dela apesar de tudo. - E, nesse momento, a expressão do rapaz se aliviou muito em comparação ao que estava antes. Seria bom reviver, ele sentia falta da família apesar de tudo.







Sensualizo como ninguém!!!!!!!!!!!!! *dancinha*
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Yami em Qui Dez 18, 2014 10:11 pm



"Pronto. Começou." Bufou alto ao escutar a voz da... Fulana [Lunevoir], porque raios SEMPRE tinha que vir algum defensor da moral e dos bons costumes que ACHAVA que tinha cacife para acabar com seus planos? Preparou uma resposta afiadíssima até que Casus esclareceu tudo - De uma forma didática o suficiente para que até ela considerasse o valor as almas, diga-se de passagem -  e, acreditem se quiserem, o sorriso cínico de Lissandra se alargou após a explicação da anja (Ou qualquer que fosse a raça dela). Encarou Lunevoir de cima a baixo e revirou os olhos com desprezo, nem sonhando que ia perder para uma... Coisinha que desperdiçava uma oportunidade única daquelas pedindo um monte de macho pra se consolar! O que ela era no fundo? Uma velha gorda solteira de 60 anos?

"Eu sempre fui contra quem falava que o problema de muitas mulheres era falta de homem, mas pelo visto acabei de encontrar um exemplar legítimo bem na minha frente" Revirou mais uma vez os olhos enquanto mexia numa mecha de cabelo e observava os presentes na sala: Uma moralista [Lunevoir], um homem com certa vibe forever alone/corno/sofredor/soldado alemão [David], um viciado em jogos que provavelmente deve ter dado um nome para a própria mão de tão íntimos que eles deveriam ser [Gabriel], pessoas aparentemente normais [Isaac, Warna, Monique, Carlos], um punk rebelde que tinha cara de gay [Aloysius], um doido [Syver] e uma... Ok, como raios poderia classificar aquele ser que, por algum motivo que a cientista não entendia, estava sendo praticamente adorado pelo cidadão loiro lá? [Danbi]

Observou aquele serzinho de cima a baixo enquanto escutava um pouco a conversa deles... Ela estava sendo adorada por ser fofa, sério isso?

-Nem se preocupe, você não é fofa - Não estava mentindo, para Lissandra, fofos eram os ratos que dissecava quando era criança - É só a prova de que a seleção natural existe e preza pela boa qualidade dos genes que serão passados para a próxima geração. Por sinal, já que eu estou falando com você, se importa se eu fizer algumas experiências? Tive uma súbita curiosidade de saber como é a composição de uma alma - Seus falar era calmo e pausado, mas seus olhos brilhavam de um jeito insano. Não estava brincando.
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Amëthysne em Qui Dez 18, 2014 11:48 pm






- Impossível! - a garota levantou rapidamente da sua cadeira, apontando para a morena [Lunevoir] que apertava as bochechas do outro, quase como um Objection. - Ele não pode ser fofo porque para ser fofo é preciso ter uma aparência que é... é... - ela levava a mão a boca tentando lembrar das palavras certas. - É ser peludo e gordinho? - botou a mão no queixo. - Não, eu acho que isso só serve para coelhos e bichinhos, mas quando você vê alguém fofo você sabe que é fofo só ver porque é assim que funciona e ele não pode ser fofo porque é muito assustador. - ela tapou a boca com a mão quando percebeu o que disse e torceu para que ninguém tivesse notado.

Por sorte, ou não, a Casus tinha se pronunciado sobre as muitas perguntas que todos fizeram e se Monique tivesse sorte mesmo, ninguém notaria o que ela disse e prestariam mais atenção no que a outra estava falando. Aliás, ela tinha mencionado novamente os tais desejos, que a garota tinha esquecido completamente por estar mais preocupada em renascer como uma morta viva do que outra coisa, porém agora que ela tinha parado para pensar nisso não conseguia imaginar em algo que ela realmente quisesse além de reviver claro, porque ela já tinha conseguido tudo que queria, estava fazendo intercâmbio no Japão, tinha várias coisas fofas, muitas roupas de fairy kei e o resto não parecia fazer tanta importância. Então ela analisou os desejos que os outros fizeram, ser salva e ter alguém para amar pareciam oks, agora o que era viver em um mundo 2D? ser um desenho tipo Disney? E o que era um harém? E o desejo da moça de cabelos pretos era muito complicado e ela não tinha entendido nada, também. A garota só podia pensar que queria algo mais... fofo? Um coelho, um chinchila uma alpaca, já que ela nunca teve um bichinho antes.

Ela ia dizer alguma coisa quando a loira [Danbi] a chamou a atenção e ela sabia que não podia ficar quieta sem intervir.

- Ele tem razão. - ela olhou bem para a garota, com aquela encarada estilo Haruhi e comparou a altura dela com a própria com as mãos. - Nós temos a mesma altura. - nesse momento, a morena [Lissandra] disse que a sul coreana não era fofa e algumas coisas, que ela não entendeu porque parecia muito complicado e bizarro, isso somado aos cabelos pretos o vestido? cumprido e o olhar penetrante a deixavam com uma aparência amedrontadora na visão da francesa, que correu e se escondeu atrás dos dois [Danbi e Syver] ou quem estivesse perto o suficiente. - Br-bruxa! - olhou de relance para a morena e saiu correndo de perto dela.

Ela foi até perto da Casus, onde achou que estaria a salvo da dupla assustadora [David e Lissandra], apesar de sua mente já ter esquecido tudo e ter mudado completamente de assunto.

- No desejo de Monique todas as pessoas assustadoras deixam de existir. - ela levou a mão a boca. - Não ir para o nada, mas que... todas as pessoas se tornem pessoas fofas, isso! Mesmo que só por dentro e que todas as coisas feias sumam e que o mundo seja fofo e perfeito igual a um filme da Disney! Mas eu não quero viver na Disney, é... só um exemplo, mas se for muito complicado, eu queria uma alpaca ou um coelho ou um híbrido de coelho com alpaca ou... eu posso escolher depois também?
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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Ichigo em Sex Dez 19, 2014 1:02 am



Lunevoir escreveu:- Ei, ei, ei, senhorito Noiz. Calminha, quer uma pizza pra te acalmar? Bem... Foi até o garoto e viu as costas dele, teve uma ideia sacana, apesar de ter achado a tatuagem de dragão muito legal. - Olha... eu não sei se isso era realmente o que você queria ter feito, provavelmente não, mas o tatuador te sacaneou legal... Mas tem um pênis nas suas costas... Se realmente for o Noiz talvez você goste...

Por alguns segundos ficou em estado catatônico encarando a garota tentando processar o que ela havia dito, um pênis em suas costas... UM FUCKING PÊNIS?!?!?! Como um cachorro que corre atrás do rabo começou a rodar tentando enxergar as próprias costas em busca do possível desastre.

- Eu juro que se tiver um fucking pênis nas minhas costas eu vou desejar voltar só pra matar a desgraçada da tatuadora - Resmungou para si mesmo, enquanto parava de girar e tentava buscar um espelho. Lembrou de uma citação da garota, Noiz foi assim que ela o chamou, certo? Qual seria a finalidade deste apelido...

Casus escreveu:- Eu... Devolverei a vida de vocês e poderão desejar o que quiser, por mais absurdo que seja. O que acham...? - perguntou, respirando lentamente e os encarando firmemente.

Lissandra escreveu:

-A palavra "qualquer" possui um sentido muito amplo, principalmente nesse contexto, Casus. Por exemplo, suponhamos que meu desejo fosse que todas as pessoas aqui nessa sala virassem escravos sem vontade própria com a mente controlada por mim quando renascessem para que eu possa usá-los como minhas cobaias. Você o concederia?

O loiro botou a cabeça no lugar, tentando deixar a incomoda sensação do desastre tutualistico em suas costas para refletir, poderia pedir qualquer coisa mesmo? Será que desejar o irmão de volta a casa faria com que a vida volta-se a ser tranquila? Ou teria que pedir pela sanidade, que já estava perdida a muito tempo atrás, da mãe? Por mais que não parece-se ela ainda era importante para ele... Ela deveria estar feliz, já que não tem mais o filho inútil na casa.

- Qualquer coisa mesmo? Do tipo se o desejo for dois ou mais em um ele ainda funciona? - Encarou Samara caquética e psicopata sugerindo que todos virassem escravos - Senhorita louca varrida, escravidão foi abolida a algum tempo, tenho quase certeza que tirar livre arbítrio das pessoas não é permitido! - Indagou a pessoa que parecia recém saída do manicômio, mais ou menos como a própria mãe.

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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Iuajen em Sab Dez 20, 2014 3:00 am


Monique escreveu:- Ele não pode ser fofo porque para ser fofo é preciso ter uma aparência que é... é... É ser peludo e gordinho? ...  Não, eu acho que isso só serve para coelhos e bichinhos, mas quando você vê alguém fofo você sabe que é fofo só ver porque é assim que funciona e ele não pode ser fofo porque é muito assustador.

Se meu cérebro obedecesse os comandos independente do que é possível para um humano, com certeza estaria saindo um arco-iris da minha boca agora( vomitando glitter ). Logo depois do nazista dizer que só quer ser amado e amar alguém, aparece este ser inocente, com heterocromia e ela ganhou um espaço no meu coração depois de xingar a outra garota de Bruxa e pedir que as pessoas assustadoras desaparecessem.
- Então Mari [Personagem de Grand Chase com Heterocromia], ou seja lá como você se chame... Fofura assim como tudo nesse mundo deriva da concepção de cada um, eu... eu acredito que tudo nesse mundo pode ter algo de fofo e cá entre nós... não da pra saber se ele é peludo ou não... Mas você com certeza está no top 5 das coisas mais fofas desse mundo, e pra sua informação em primeiro lugar é o Swirlix. Aquele pokémon é um cachorro algodão doce, nada é mais fofo. Depois acabou descobrindo que o nome da garota era Monique, mas... corrigir pra que...

Depois teve a reação master card do loiro Noiz. Era tudo que eu queria ver, girando que nem beyblade procurando a imagem nas costas...
- Relaxa ai... A tatuagem ficou legal, é um dragão tribal certo? Ficou muito legal... Olhe... Se quiser minha jaqueta pode usar, tem algumas garotas aqui que parecem novas e inocentes demais. Nada contra... adoro o fan-service masculino, mas eu ainda não consigo entender o motivo de furar o corpo...
No mesmo tempo viu a encarada da garota do pedido escravista. - Vadia louca... (Murmurou pra si mesma...)  E a encarou na mesma intensidade, pronto para mandar um: "Wassup Nigga!", mas ouviu a resposta da Casus. E teve absoluta certeza que não iria perder em vontade para uma garota pseudo-cientista louca que deve ter ficado insana de tanto injetar pó de guaraná. Mas ai eu percebi uma coisa... tinha alguma coisa errada ali, olhou para o General Naziprecisoalguémquemeame e para a louca que provavelmente o único amigo que fez na vida foi a seringa.
- Não... sério... Eu acho que tem gente com personalidade trocada... Casus, não tem como a personalidade de um ter parado no outro né? Não deu uma de kokoro connect e as personalidades mudaram de lugar... né?! Ainda olhando desconfiado para ambos... Talvez eles nem tenham percebido que estão em outro corpo... ou talvez alguma ilusão abateu sobre eles, e eles acham que ainda estão no mesmo corpo...
Ainda teve tempo de ver as primeiras borbulhas de amor do Loiro e a anã fraternal começarem a esquentar. Como alguém é capaz de ser assim logo da primeira vez que se encontram? Depois lembrou do seu pedido...
- Ah... Eu tava brincando ok? Seria até legal um harém bissexual, mas eu ainda tenho que ficar com alguém sabe... Antes de muitos é bom ter um primeiro... Mas eu também não sei o que pedir... 
Por ora... continuar olhando a evolução do novo shipp do momento. O Loiro Loli e a Koreanã.



Mwhahahahaha :




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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Draken em Sab Dez 20, 2014 8:01 am

- HEREGE! - Gritou pra peituda que julgou não saber o que falava [Lunevoir]. - NÃO SABE O QUE FALA! NÃO É PORQUE NOSSA SOCIEDADE CONSISTE DE MONOGAMIA QUE NÓS SOMOS OBRIGADOS A OBEDECÊ-LA! A BELEZA DO HARÉM É TER TODAS PARA SI!

Nunca tinha gritado daquele jeito antes, mas o modo de falar daquela moça lhe tirou do sério. Tá certo que em muitos galges ele têm de escolher uma heroína pro final, mas se tiver a opção harém... É CLARO QUE ELA É A MELHOR! Um debate fervoroso começou em sua cabeça, com o time Harém conta o time Heroína, onde o principal tema discutido era se o amor genuíno de fato poderia ser distribuído igualmente entre todas, ou se uma heroína sempre se sobressairia.

De qualquer forma, já tinha se decidido que aceitaria o pedido da moçoila. Caso não fosse possível realizar seu desejo, Gabriel escolheria outra coisa, tipo ter uma empresa de jogos pra ele poder fabricar os seus próprios games, e... Sua mente entrou em conflito outra vez. Já pensando nos diversos plots que poderia inventar, no design das heroínas e tudo mais.

- Aliás, cê tem citações muito boas. Mas acho que, melhor que HOTD, uma situação que a gente poderia reencarnar que é mais massa se chama High School DxD. - Concordou veemente com a cabeça.



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Re: [RPG]A Sala de Espera

Mensagem  Yami em Sab Dez 20, 2014 1:54 pm

Encarou a... Ratinha heterocrômica [Monique] que a chamou de bruxa e, até tentou segurar, mas não conseguiu. Jogou a cabeça para trás numa gargalhada alta e de gelar a espinha dos mais covardes que escapou pela sua garganta e ao fim dela Lissandra ostentava um distorcido sorriso de diversão. Nem com isso conseguia parecer mais amigável.



-Bruxa? Já me chamaram de muita coisa, mas esse de longe foi o mais amigável - Riu de novo, um pouco mais baixo - Gostei de você, quer ser minha cobaia junto a outra? Prometo que te deixo comer 2 vezes por dia e usar roupas - Era uma oferta única que nunca tinha feito a ninguém até então! Mas seu rosto se tornou sombrio ao ouvir o desejo da menina.

Foi se aproximando lentamente dela até encostar o dedo em sua testa e encará-la de perto - Para alguém de aparência tão inocente você deseja coisas muito perigosas - Pôs mais força no toque quando deu ênfase na palavra - No fundo você só quer curvar os outros a sua vontade também, ou pior, matar todos de quem você não gosta. Não é tão diferente de mim - Se afastou rapidamente e acenou para a garota quando ficou de costas para ela - Mas se quiser ser minha cobaia, a oferta ainda está de pé.

Depois até estava determinada a ficar quieta no seu canto e falar somente o essencial, sério, mas quando o punk loiro [Aloysius] falou com ela, revirou os olhos. Aquelas pessoas não estavam facilitando.

-Não sei se percebeu, mas a própria Casus disse que poderia até refazer a criação do mundo se o desejo fosse forte o suficiente, então imagino que mudar a mente de quatro ou cinco gatos pingados não deve ser problema. Até porque, se vocês não têm vontade própria, então não é escravidão -
Deu de ombros como se aquele raciocínio fizesse muito sentido. Bem, pelo menos para ela, fazia - E a ratinha ali  - Apontou para Monique - Pediu praticamente a mesma coisa com parâmetros diferentes e eu não vi ninguém dando chilique. Ou você acha agradável usar um vestidinho cor de rosa com babados, orelhas de coelho e cinta-liga? - Ergueu uma sobrancelha - Porque se o pedido dela se realizar é isso que vai acontecer.
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